Passeando pelos blogs vi um texto na net assim:” Partindo para o aeroporto Beatriz não teve escolha, voltou a ser atriz mesmo com a lua minguando no céu. “ então quis fazer as minhas considerações... Escolhas, nós sempre temos por mais absurdas que possam ser, creio que escolher ser atriz na vida é escolher viver de mentiras, meias verdades, estórias que deram certo... Não importa se a lua mingua ou cresce o que importa é que devemos viver a própria vida.
Há séculos ouve-se "vitam brevem esse, longam artem"(A vida é breve, a arte é longa) in "De brevitate vitæ" do romano estoico Seneca o Jovem ( 4 AC - 65 DC )Se fossemos viver de dramaturgia a vida acabaria e não seriamos felizes, pois ela é curta e deve ser vivida com intensidade e unicidade, somos únicos e devemos agir verdadeiramente como um só, pois o somos. E não personagens. Por mais dificil que seja viver essa verdade.
Falar de intencidade lembro-me de um poema de Horácio (65 - 8 AC) que todos conhecem apenas uma parte:
"Tu ne quaesieris, scire nefas, quem mihi, quem tibi
finem di dederint, Leuconoe, nec Babylonios
temptaris numeros. ut melius, quidquid erit, pati.
seu pluris hiemes seu tribuit Iuppiter ultimam,
quae nunc oppositis debilitat pumicibus mare
Tyrrhenum: sapias, vina liques et spatio brevi
spem longam reseces. dum loquimur, fugerit invida
aetas: carpe diem quam minimum credula postero."
"Não pergunte, saber é proibido, o fim que os deuses
darão a mim ou a você, Leuconoe, com os adivinhos da Babilônia
não brinque. É melhor apenas lidar com o que cruza o seu caminho
Se muitos invernos Jupiter te dará ou se este é o último,
que agora bate nas rochas da praia com as ondas do mar
Tirreno: seja sábio, beba seu vinho e para o curto prazo
reescale suas esperanças. Mesmo enquanto falamos, o tempo ciúmento
está fugindo de nós. Aproveite o dia, confia o mínimo no amanhã."
Viver a vida assim é simples como sentir o sabor da água que bebemos, ouvir o amigo que fala, compadecer-se do amigo que chora, sentir a refrescância da chuva, e tantas outras coisas que deixamos passar despercebido... Sei que não sou o exemplo de vida e dia aproveitado, colhido como Horácio diz, mas sei que não viverei como um ator, a não ser que eu o seja como protagonista de um palco de improvisos onde todas as deixas serão bem aproveitadas!!!!
sábado, 3 de novembro de 2007
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2 comentários:
Bem gestáltico, heim?
Mas é isso mesmo, o aqui-e-agora é o lance. Muito bom.
A parte de "sentir a refrescância da chuva" ficou meio gay, mas tá valendo :)
Teve uma época em que eu também achava o ator um mentiroso. Até que vi uma entrevista com não-sei-quem que mudou minha visão sobre a profissão. O cara dizia que sempre ficava algo do personagem nele, cada atuação era como um exercício de personalidade. Psicodrama? Não sei... Ainda acho uma bosta de trabalho, preconceituoso, baseado na fama, na beleza, no fingimento e na riqueza. Gosto da beleza, mas não sou tiete de ninguém. Vejo TV por preguiça de ler um livro.
Quer saber? Foda-se, caguei pra Globo e pra Hollywood, fodam-se as celebridades, fodam-se os fãs que gozam em catarze coletiva por um Santoro ou uma Grazi. Vai todo mundo tomar no c...
bem... eu minto e gosto disso. ok?
a mentira é uma escolha para mim todos os dias, eu caminho levemente entre o que desejo, tropeço, caio de cara, levanto e faço, na maioria do tempo, o que bem quero.Vivo a 'felicidade' e a 'tristeza', mas também sei ser uma boa fingidora, e isso faz de mim alguém que sabe moldar a si, me dá prazer.Tem gente que pode ser muita coisa, e afinal, o que é mentira e o que é verdade?
mas, bem...eu sou 'artista' eu posso.
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