segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
E joana conclui:
Eles pensam que a maré vai, mas nunca volta. Até agora eles estavam comandando o meu destino e eu fui, fui... fui recuando, recolhendo fúrias. Hoje sou onda solta, tão forte, quanto eles me imaginam fraca. Quando eles virem invertida a correnteza, quero ver se eles resistem a surpresa e quero saber como que eles reagem a ressaca.
Um momento...
Tudo está na natureza, encadeado e em movimento, cuspe, veneno, tristeza, carne, moinho, lamento, ódio, dor, cebola, coentro, gordura, sangue, frieza. Isso tudo está no centro de uma mesa e estranha mesa. Misture cada elemento, uma pitada de dor, uma colher de fermento e uma gota de terror. O suco dos sentimentos, raiva, medo ou desamor produz novos condimentos, lágrima, pus e suor. Mas inverta os segmentos, intensifique a mistura, tem que ter ódio, lagrimento, sangalho com tristezura, carmento, redemoinho. Remexa tudo por dentro, passe tudo num moinho. Moa a carne, o sangue, o coentro. Chore e envenene a gordura. Você terá um guento, uma baba grossa, escura, essência do meu tormento e molho de uma fritura de paladar violento, que engolindo, a criatura repara no meu sofrimento. Morte lenta... e segura.
sexta-feira, 23 de novembro de 2007
Flor Vermelha

Era uma vez um menininho bastante pequeno que contrastava com a escola bastante grande.
Uma manhã, a professora disse:
- Hoje nós iremos fazer um desenho.
- Que bom! - pensou o menininho.
Ele gostava de desenhar leões, tigres, galinhas, vacas, trens e barcos... Pegou a sua caixa de lápis-de-cor e começou a desenhar. A professora então disse:
- Esperem, ainda não é hora de começar !
Ela esperou até que todos estivessem prontos. Agora, disse a professora, nós iremos desenhar flores. E o menininho começou a desenhar bonitas flores com seus lápis rosa, laranja e azul. A professora disse:
- Esperem! Vou mostrar como fazer.
E a flor era vermelha com caule verde. Assim, disse a professora, agora vocês podem começar.
O menininho olhou para a flor da professora, então olhou para a sua flor. Gostou mais da sua flor, mas não podia dizer isso... virou o papel e desenhou uma flor igual a da professora. Era vermelha com caule verde.
Num outro dia, quando o menininho estava em aula ao ar livre, a professora disse:
- Hoje nós iremos fazer alguma coisa com o barro.
- Que bom !!!!. Pensou o menininho. Ele gostava de trabalhar com barro. Podia fazer com ele todos os tipos de coisas: elefantes, camundongos, carros e caminhões. Começou a juntar e amassar a sua bola de barro. Então, a professora disse:
- Esperem ! Não é hora de começar !
Ela esperou até que todos estivessem prontos. Agora, disse a professora, nós iremos fazer um prato.
Que bom ! - pensou o menininho.
Ele gostava de fazer pratos de todas as formas e tamanhos. A professora disse:
- Esperem ! Vou mostrar como se faz.
Assim, agora vocês podem começar. E o prato era um prato fundo. O menininho olhou para o prato da professora, olhou para o próprio prato e gostou mais do seu, mas ele não podia dizer isso. Amassou seu barro numa grande bola novamente e fez um prato fundo, igual ao da professora.
E muito cedo o menininho aprendeu a esperar e a olhar e a fazer as coisas exatamente como a professora. E muito cedo ele não fazia mais coisas por si próprio. Então aconteceu que o menininho teve que mudar de escola. Essa escola era ainda maior que a primeira.
Um dia a professora disse:
- Hoje nós vamos fazer um desenho.
Que bom !- pensou o menininho e esperou que a professora dissesse o que fazer. Ela não disse. Apenas andava pela sala. Então veio até o menininho e disse:
- Você não quer desenhar ?
- Sim, e o que é que nós vamos fazer ?
- Eu não sei, até que você o faça.
- Como eu posso fazer ?
- Da maneira que você gostar.
- E de que cor ?
- Se todo mundo fizer o mesmo desenho e usar as mesmas cores, como eu posso saber o desenho de cada um ?
- Eu não sei . . .
E então o menininho começou a desenhar uma flor vermelha com o caule verde ...
Nem só na sala de aula devemos nos preocupar.
Muitas vezes queremos que façam as coisas do jeito que achamos certo...
Outras vezes ficamos sentados de braços cruzados esperando, alguém dizer que devemos fazer...
Bom, né?
Quem já conhecia?
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
Comentário pro Professor
"Só pra me expor aos fatos :)
O papelzinho que argumentei e insisti para entrar na caixa antes de tudo, foi justo o "Final Feliz" que coroou nossa aula de terça. Conjugo na 1a. do plural pois vc sempre afirma que a aula é de todo mundo: estamos ficando especialistas em conclusões magnânimas, hein?
Fala sério?! :)
Porque isso?
"Todos juntos somos fortes?", lembrando os saltimbancos, conseguimos manipular uma energia tão boa que, melhor do que nós, percebe a hora certa de fechar com chave de ouro nosso momento sublime?
Coincidência?
Acaso?
Paranormalidade?
Professor, vc é um ET?
Professor ET?
Prof. ET?
ProfET?
Profeta?
Ouvi um estudioso dizendo que, na bíblia, os profetas eram apenas pessoas mais esclarescidas que percebiam e apontavam as demandas mal atendidas.
Será?
Zuei o Eliton de puxa-saco quando elogiava suas aulas, mas ele tem razão, sua criatividade e descontração me permitiram enxergar por outro prisma todo o contexto de uma sala de aula e os "caminhos de possibilidades" que se encontram e se perdem, amplos e emaranhados, jorrando na mente dos integrantes.
Viajei?
Talvez.
Pô, sei lá, curti e resolvi compartilhar :)
Valeu mestre, tudo de bom!"
O papelzinho que argumentei e insisti para entrar na caixa antes de tudo, foi justo o "Final Feliz" que coroou nossa aula de terça. Conjugo na 1a. do plural pois vc sempre afirma que a aula é de todo mundo: estamos ficando especialistas em conclusões magnânimas, hein?
Fala sério?! :)
Porque isso?
"Todos juntos somos fortes?", lembrando os saltimbancos, conseguimos manipular uma energia tão boa que, melhor do que nós, percebe a hora certa de fechar com chave de ouro nosso momento sublime?
Coincidência?
Acaso?
Paranormalidade?
Professor, vc é um ET?
Professor ET?
Prof. ET?
ProfET?
Profeta?
Ouvi um estudioso dizendo que, na bíblia, os profetas eram apenas pessoas mais esclarescidas que percebiam e apontavam as demandas mal atendidas.
Será?
Zuei o Eliton de puxa-saco quando elogiava suas aulas, mas ele tem razão, sua criatividade e descontração me permitiram enxergar por outro prisma todo o contexto de uma sala de aula e os "caminhos de possibilidades" que se encontram e se perdem, amplos e emaranhados, jorrando na mente dos integrantes.
Viajei?
Talvez.
Pô, sei lá, curti e resolvi compartilhar :)
Valeu mestre, tudo de bom!"
sábado, 3 de novembro de 2007
cArPe DiEm!!!
Passeando pelos blogs vi um texto na net assim:” Partindo para o aeroporto Beatriz não teve escolha, voltou a ser atriz mesmo com a lua minguando no céu. “ então quis fazer as minhas considerações... Escolhas, nós sempre temos por mais absurdas que possam ser, creio que escolher ser atriz na vida é escolher viver de mentiras, meias verdades, estórias que deram certo... Não importa se a lua mingua ou cresce o que importa é que devemos viver a própria vida.
Há séculos ouve-se "vitam brevem esse, longam artem"(A vida é breve, a arte é longa) in "De brevitate vitæ" do romano estoico Seneca o Jovem ( 4 AC - 65 DC )Se fossemos viver de dramaturgia a vida acabaria e não seriamos felizes, pois ela é curta e deve ser vivida com intensidade e unicidade, somos únicos e devemos agir verdadeiramente como um só, pois o somos. E não personagens. Por mais dificil que seja viver essa verdade.
Falar de intencidade lembro-me de um poema de Horácio (65 - 8 AC) que todos conhecem apenas uma parte:
"Tu ne quaesieris, scire nefas, quem mihi, quem tibi
finem di dederint, Leuconoe, nec Babylonios
temptaris numeros. ut melius, quidquid erit, pati.
seu pluris hiemes seu tribuit Iuppiter ultimam,
quae nunc oppositis debilitat pumicibus mare
Tyrrhenum: sapias, vina liques et spatio brevi
spem longam reseces. dum loquimur, fugerit invida
aetas: carpe diem quam minimum credula postero."
"Não pergunte, saber é proibido, o fim que os deuses
darão a mim ou a você, Leuconoe, com os adivinhos da Babilônia
não brinque. É melhor apenas lidar com o que cruza o seu caminho
Se muitos invernos Jupiter te dará ou se este é o último,
que agora bate nas rochas da praia com as ondas do mar
Tirreno: seja sábio, beba seu vinho e para o curto prazo
reescale suas esperanças. Mesmo enquanto falamos, o tempo ciúmento
está fugindo de nós. Aproveite o dia, confia o mínimo no amanhã."
Viver a vida assim é simples como sentir o sabor da água que bebemos, ouvir o amigo que fala, compadecer-se do amigo que chora, sentir a refrescância da chuva, e tantas outras coisas que deixamos passar despercebido... Sei que não sou o exemplo de vida e dia aproveitado, colhido como Horácio diz, mas sei que não viverei como um ator, a não ser que eu o seja como protagonista de um palco de improvisos onde todas as deixas serão bem aproveitadas!!!!
Há séculos ouve-se "vitam brevem esse, longam artem"(A vida é breve, a arte é longa) in "De brevitate vitæ" do romano estoico Seneca o Jovem ( 4 AC - 65 DC )Se fossemos viver de dramaturgia a vida acabaria e não seriamos felizes, pois ela é curta e deve ser vivida com intensidade e unicidade, somos únicos e devemos agir verdadeiramente como um só, pois o somos. E não personagens. Por mais dificil que seja viver essa verdade.
Falar de intencidade lembro-me de um poema de Horácio (65 - 8 AC) que todos conhecem apenas uma parte:
"Tu ne quaesieris, scire nefas, quem mihi, quem tibi
finem di dederint, Leuconoe, nec Babylonios
temptaris numeros. ut melius, quidquid erit, pati.
seu pluris hiemes seu tribuit Iuppiter ultimam,
quae nunc oppositis debilitat pumicibus mare
Tyrrhenum: sapias, vina liques et spatio brevi
spem longam reseces. dum loquimur, fugerit invida
aetas: carpe diem quam minimum credula postero."
"Não pergunte, saber é proibido, o fim que os deuses
darão a mim ou a você, Leuconoe, com os adivinhos da Babilônia
não brinque. É melhor apenas lidar com o que cruza o seu caminho
Se muitos invernos Jupiter te dará ou se este é o último,
que agora bate nas rochas da praia com as ondas do mar
Tirreno: seja sábio, beba seu vinho e para o curto prazo
reescale suas esperanças. Mesmo enquanto falamos, o tempo ciúmento
está fugindo de nós. Aproveite o dia, confia o mínimo no amanhã."
Viver a vida assim é simples como sentir o sabor da água que bebemos, ouvir o amigo que fala, compadecer-se do amigo que chora, sentir a refrescância da chuva, e tantas outras coisas que deixamos passar despercebido... Sei que não sou o exemplo de vida e dia aproveitado, colhido como Horácio diz, mas sei que não viverei como um ator, a não ser que eu o seja como protagonista de um palco de improvisos onde todas as deixas serão bem aproveitadas!!!!
quinta-feira, 25 de outubro de 2007
Amor Obsessivo
Não sei se é saudável. É gostoso, me sinto bem, me alieno do mundo ao meu redor... Acho que reside aí, minha dúvida. Ou não. Penso enquanto escrevo e muitos “se” e “mas” me atormentam, se (esse que não deu pra segurar) digitasse todos os que passam pela minha mente, esse texto seria uma sucessão de contradições e suposições. Deve ser isso mesmo, afinal comecei com “Não sei”. Enfim, basta dessa escrita metalingüística, preciso focar no que vim expor. O fato, ou fenômeno, ou ainda a manifestação de um sentimento, de uma faculdade mental, a constatação de uma obsessão. Minha namorada. Não consigo parar de pensar nela. Assistindo TV, dormindo, acordando, comendo, tomando banho, trabalhando, estudando, sempre. Inclusive agora enquanto crio esse texto o qual só existe por causa dela.
Penso muito, sobre o que fizemos e o que faremos, principalmente a que horas irei encontrá-la hoje. Faço planos, sonho, sorrio, me perco. Ainda a pouco, enquanto almoçava e assistia “Os cinco melhores clipes”, lembrei do primeiro momento em que me senti atraído por ela. Confesso, o foco foram as pernas, só que junto vinha um astral, um glamour, uma majestade, um deleite para minhas pupilas dilatadas. O rabo-de-cavalo comprido e preciso, o perfume, a saia, o salto, a maquiagem, as unhas vermelhas, a pele e a certeza de que eu nunca seria dela, transformaram-na em minha musa.
O universo conspirou a meu favor, nos apresentamos, nossas conversas surgiram, cresceram, nossos sentimentos floresceram e hoje, quase um ano depois, curto ao vivo o cheiro, o gosto e a textura de um amor ainda novo e desconhecido. O aprendizado não é fácil, tenho apanhado muito, errado bastante, mas quando acerto... É lindo demais! O mundo fica brilhoso, a bondade impera, a vida é bela, rosa e com sardas, e aquele pensamento de satisfação plena vem à mente:
“Se o mundo acabasse agora, eu morreria feliz.”
Penso muito, sobre o que fizemos e o que faremos, principalmente a que horas irei encontrá-la hoje. Faço planos, sonho, sorrio, me perco. Ainda a pouco, enquanto almoçava e assistia “Os cinco melhores clipes”, lembrei do primeiro momento em que me senti atraído por ela. Confesso, o foco foram as pernas, só que junto vinha um astral, um glamour, uma majestade, um deleite para minhas pupilas dilatadas. O rabo-de-cavalo comprido e preciso, o perfume, a saia, o salto, a maquiagem, as unhas vermelhas, a pele e a certeza de que eu nunca seria dela, transformaram-na em minha musa.
O universo conspirou a meu favor, nos apresentamos, nossas conversas surgiram, cresceram, nossos sentimentos floresceram e hoje, quase um ano depois, curto ao vivo o cheiro, o gosto e a textura de um amor ainda novo e desconhecido. O aprendizado não é fácil, tenho apanhado muito, errado bastante, mas quando acerto... É lindo demais! O mundo fica brilhoso, a bondade impera, a vida é bela, rosa e com sardas, e aquele pensamento de satisfação plena vem à mente:
“Se o mundo acabasse agora, eu morreria feliz.”
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
Fernanda Paes Leme arranca um prego com o rebolado
É sinistro mas é verdade, em "O homem que desafiou o diabo", Fernanda Paes Leme faz papel de uma prostituta apelidada de GBA, Genifer B... de Alicate. Aê, o filme é bem interessante, diferente e muito doido, tem preto véio, diabo de chifre, mulé pelada e um consolo de rapadura. Apesar de algumas partes serem desnecessárias e o início ser meio desestimulante, é bem engraçado as vezes. A história é um salto para a liberdade e viver no paraíso é curtir cada momento solto no oco do mundo. Vale a pena pagar meia entrada e prestigiar o cinema brasileiro que, em sua maioria, é patrocinado pelo nosso petróleo.
Tudo de bom!
Zé
Tudo de bom!
Zé
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