quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Amor Obsessivo

Não sei se é saudável. É gostoso, me sinto bem, me alieno do mundo ao meu redor... Acho que reside aí, minha dúvida. Ou não. Penso enquanto escrevo e muitos “se” e “mas” me atormentam, se (esse que não deu pra segurar) digitasse todos os que passam pela minha mente, esse texto seria uma sucessão de contradições e suposições. Deve ser isso mesmo, afinal comecei com “Não sei”. Enfim, basta dessa escrita metalingüística, preciso focar no que vim expor. O fato, ou fenômeno, ou ainda a manifestação de um sentimento, de uma faculdade mental, a constatação de uma obsessão. Minha namorada. Não consigo parar de pensar nela. Assistindo TV, dormindo, acordando, comendo, tomando banho, trabalhando, estudando, sempre. Inclusive agora enquanto crio esse texto o qual só existe por causa dela.
Penso muito, sobre o que fizemos e o que faremos, principalmente a que horas irei encontrá-la hoje. Faço planos, sonho, sorrio, me perco. Ainda a pouco, enquanto almoçava e assistia “Os cinco melhores clipes”, lembrei do primeiro momento em que me senti atraído por ela. Confesso, o foco foram as pernas, só que junto vinha um astral, um glamour, uma majestade, um deleite para minhas pupilas dilatadas. O rabo-de-cavalo comprido e preciso, o perfume, a saia, o salto, a maquiagem, as unhas vermelhas, a pele e a certeza de que eu nunca seria dela, transformaram-na em minha musa.
O universo conspirou a meu favor, nos apresentamos, nossas conversas surgiram, cresceram, nossos sentimentos floresceram e hoje, quase um ano depois, curto ao vivo o cheiro, o gosto e a textura de um amor ainda novo e desconhecido. O aprendizado não é fácil, tenho apanhado muito, errado bastante, mas quando acerto... É lindo demais! O mundo fica brilhoso, a bondade impera, a vida é bela, rosa e com sardas, e aquele pensamento de satisfação plena vem à mente:
“Se o mundo acabasse agora, eu morreria feliz.”

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Fernanda Paes Leme arranca um prego com o rebolado

É sinistro mas é verdade, em "O homem que desafiou o diabo", Fernanda Paes Leme faz papel de uma prostituta apelidada de GBA, Genifer B... de Alicate. Aê, o filme é bem interessante, diferente e muito doido, tem preto véio, diabo de chifre, mulé pelada e um consolo de rapadura. Apesar de algumas partes serem desnecessárias e o início ser meio desestimulante, é bem engraçado as vezes. A história é um salto para a liberdade e viver no paraíso é curtir cada momento solto no oco do mundo. Vale a pena pagar meia entrada e prestigiar o cinema brasileiro que, em sua maioria, é patrocinado pelo nosso petróleo.

Tudo de bom!